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ORIGINALIDADE NO SER PRÓPRIO

  É bastante comum nos agrupamentos da humanidade da superfície da Terra, observar situações onde a personalidade é dual. Quase sempre há palavras que não combinam com ações, “o que se fala nem sempre se faz”.

  Na maioria dos casos, “só é bom para os outros”. Esse distanciamento de palavras e ações sobrepõe à vontade de crescimento interno e no cotidiano o homem não analisa “in loco” ou no momento da ação.

  Geralmente faz uma reflexão do que fez momentos, horas, dias depois. Esse processo é característico de uma consciência em desenvolvimento, que não passou pela experiência de viver a originalidade de seu próprio ser.

  Onde houver consciências em exercício, como no vosso plano, haverá distorções na personalidade e choques entre pensamentos e visão, fatalmente ocorrerão. O distanciamento entre o ser original e o atuante, será maior tanto quanto seu grau de evolução, pois a lapidação interna é quem conduz o ser a caminho da elevação, diminuindo o espaço entre a ilusão e a verdade.

  Nesse trajeto (o da evolução), o ser caminha por trilhas pedregosas e machuca seus pés, pois não há como se desviar do caminho sem que ele torne-se ainda mais comprido.

  Às vezes um desvio da consciência pode aumentar muitos quilômetros na sua pedregosa e conturbada caminhada. Se em uma conscientização ele abre sua visão para melhor se esquivar dos pedregulhos mais agudos, sai do trajeto menos machucado e dolorido, como também não aumentou ainda mais sua trajetória com agravantes cármicos.

  Quanto mais a consciência se abre, mais o ser se aproxima de sua condição original, verdadeira, a mônoda (o espírito). Nesse ser original estão contidos os padrões de conduta, que regem a vida superior, que o ser pode e deve levar. Seguindo esses padrões que sempre estão intuitivamente sinalizando, qual melhor maneira de esquivar-se dos pedregulhos do caminho, a vida mesmo que em situações difíceis, será levada com resignação e compreensão, amortizando a dívida Kármica, quase sempre tão pesada nos dias atuais de vossa humaAtendendo as indicações do ser interno, haverá no momento certo a condição mais adequada, para que decisões mais acertadas sejam tomadas. O nidade. resultado desse processo é sempre positivo, o que motiva o ser a seguir cada vez mais os chamados da originalidade interna, ajustando mais e mais a defasagem que existia entre o ser atuante e o original. Quando a consciência estiver em sua plena atividade original, ou seja, o ser vivendo seu “EU” verdadeiro, assumindo erros e buscando insistentemente acertos, então haverá dias melhores para a humanidade terrena. Esse dia glorioso de redenção soa como sinos que chamam o homem ao seu estado de religiosidade, que deve seguir paralelamente com sua tarefa terrena de crescer a cada dia, para a sua existência superior, que será a Terra um dia.

  Esperamos e torcemos ardentemente por esse dia em vossas vidas.

            
          


LUCIAN - Uma consciência de Sírius

Canal - José Roberto Gomes

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